Este solo é uma busca de encontro entre o que já foi, o que é e o que pode ser. É pra responder à inquietação que provoca saber do apagamento das mulheres na história do mundo. Falar de muitas mulheres é também falar de uma, falar de uma mulher é falar de muitas. Esse é um movimento de fala. É um movimento de falar de onde se vem pra tentar entender se silêncio é abismo ou ponte. É pra chamar toda mulher que já passou por aqui e as que aqui estão. É pra seguir em frente com a força e a intuição de todas elas. O solo Mulher, como você se chama? foi concebido no Projeto Habitat – 5 solos do estudo do corpo como casa, da Súbita Companhia de Teatro e estreou em fevereiro de 2019 em Curitiba. A investigação partiu da ideia de corpo como casa, como espaço de memória, permanência, criação e abraça a ideia de trazer muitas histórias em um só corpo, assumindo a ancestralidade e a ascendência para buscar entender se silêncio é abismo ou ponte.

 

Mulher, como você se chama? – é um trabalho solo de Janaina Matter com direção de Maíra Lour, que traz a história sob a perspectiva das mulheres. Mulheres que de alguma forma transformaram o mundo e cujos nomes não são conhecidos, não são ensinados na escola, e por isso raramente se reconhece que muito do que se sabe hoje foi criado, pesquisado, descoberto, desenvolvido por mulheres. Da inquietude com essa prática de apagamento e silenciamento das mulheres na história, que dão a sensação de que as maiores conquistas da humanidade não tiveram sua participação, à investigação das histórias das mulheres da família da atriz, nasceu esse trabalho.

Esse solo parte do conceito de corpo como casa, como espaço de memória, permanência, criação e abraça a ideia de trazer muitas histórias em um só corpo, assumindo a ancestralidade e a ascendência para buscar entender se silêncio é abismo ou ponte.

A proposta da encenação se configura num formato de arena (adaptável), tendo um círculo vermelho no centro, que remete às reuniões de contações de histórias desde os tempos mais antigos. O cenário foi criado por Guenia Lemos, a trilha sonora original por Álvaro Antonio, a iluminação por Beto Bruel, o figurino por Val Salles e a produção feita por Michele Menezes. O trabalho contou ainda com a interlocução artística de Francisco Mallmann e a orientação dramatúrgica de Camila Bauer.

Mulher, como você se chama? foi indicado para o Prêmio Troféu Gralha Azul 2019 em 3 categorias: Dramaturgia Teatral – Janaina Matter, Direção – Maíra Lour e Iluminação – Beto Bruel. É uma realização da Súbita Companhia de Teatro dentro do projeto Habitat – 5 solos do estudo do corpo como casa. Os 5 solos fazem parte da Mostra Novos Repertórios, dentro da programação da Mostra Oficial do Festival de Curitiba e são apresentados em sequência no Teatro José Maria Santos dias 29 e 30 de março. O solo estreou em 14 de fevereiro de 2019 no Teatro José Maria Santos, em Curitiba, PR. Até o presente momento já foi apresentado em 3 festivais internacionais: FILO em Londrina, em Belo Horizonte (MG) no festival O Levante 2019 e no Equador em Quito e Guayaquil no Festival Mujeres en Escena Tiempos de Mujer 2019. Além disso dói apresentado em Ponta Grossa e Maringá e foram feitas 2 temporadas em Curitiba com grande sucesso de público e crítica.

*Espetáculo indicado em 3 categorias para o Prêmio Troféu Gralha Azul 2019: 

  • Dramaturgia Teatral – Janaina Matter
  • Direção – Maíra Lour
  • Iluminação – Beto Bruel
  • Festival de Curitiba Oficial – Mostra Novos Repertórios – Teatro José Maria Santos, Curitiba, mar/20
  • Festival Mujeres en Escena Tiempos de Mujer 2019 – Teatro Prometeo, Quito, Equador, nov/19
  • Festival Mujeres en Escena Tiempos de Mujer 2019 – Espacio Muégano Teatro, Guayaquil, Equador, nov/19
  • Temporada de Repertório, Edital Profice – Alfaiataria, Curitiba, nov/19
  • FILO Londrina – Circulação de Repertório, Teatro Ouro Verde ago/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Maringá, Teatro da UEM, set/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Ponta  Grossa, Teatro Ópera, set/19
  • Temporada de Estreia – Teatro José Maria  Santos, Curitiba, fev/2019
  • Dramaturgia e Atuação: Janaina Matter
  • Direção: Maíra Lour
  • Direção de Produção: Michele Menezes
  • Trilha original e desenho de som: Alvaro Antonio
  • Iluminação: Beto Bruel
  • Operação de luz: Lucri Reggiani
  • Cenário: Guenia Lemos
  • Figurino: Val Salles
  • Interlocução artística: Francisco Mallmann
  • Orientação dramatúrgica: Camila Bauer
  • Treinamento de voz: Babaya
  • Produção executiva: Gabriela Berbert
  • Realização: Súbita Companhia de Teatro