O arquipélago, de Pablito Kucarz, leva a cena a história de sua mãe. Uma mulher comum, como diversas outras mães que abandonaram sua casa muito jovens para trabalhar na cidade grande. Também se permite questionar esta história quando, em busca de sua própria identidade, se confronta com temas como preconceito, bullying, machismo e violência. Com tom suave a narrativa tem ares de fábula pessoal ao lançar mãos de metáforas poderosas: a família que é um arquipélago, juntos porém separados pela água salgada; o garoto mariposa, agredido por ser diferente dos outros garotos; a pedra lançada como um projétil que ao invés de ferir prefere dançar.

 

 

O arquipélago faz parte do projeto habitat  da súbita companhia de teatro // conjunto de 5 solos // que investiga o corpo como casa, como lugar de atravessamento de questões poéticas, políticas e estéticas. O corpo e a casa são lugares onde a existência se revela em suas múltiplas dimensões. Lugares de memória, espaços de apropriação e permanência. Lugares de ruído entre o público e o privado, entre o coletivo e o particular. Revela-se aqui o corpo-identitário que busca pertencer e/ou não pertencer a categorias sociais, de gênero, de classe, de raça. Corpos que têm nome e o renegam, corpos não-nominados que investem força na pronúncia de seus nomes. Todos os corpos carregam forças ancestrais.

O que dizem nossos corpos hoje em cena? Que subjetividades, poesias e questões habitam nossos corpos hoje?

  • Festival de Curitiba Oficial – Mostra Novos Repertórios – Teatro José Maria Santos, Curitiba, mar/20
  • Evento fechado de compartilhamento teatral, Berlim, Alemanha, dez/19
  • Temporada de Repertório, Edital Profice – Alfaiataria, Curitiba, nov/19
  • FILO Londrina – Circulação de Repertório, Teatro Ouro Verde ago/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Maringá, Teatro da UEM, set/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Ponta  Grossa, Teatro Ópera, set/19
  • Temporada de Estreia – Teatro José Maria  Santos, Curitiba, fev/2019

*Espetáculo indicado em 2 categorias para o Prêmio Troféu Gralha Azul 2019: 

  • Melhor Ator – Pablito Kucarz
  • Direção – Maíra Lour

 

  • Dramaturgia e Atuação: Pablito Kucarz
  • Direção: Maíra Lour
  • Direção de Produção: Michele Menezes
  • Trilha original e desenho de som: Alvaro Antonio
  • Iluminação: Beto Bruel
  • Operação de luz: Lucri Reggiani
  • Cenário: Guenia Lemos
  • Figurino: Val Salles
  • Interlocução artística: Ligia Souza Oliveira
  • Orientação dramatúrgica: Camila Bauer
  • Treinamento de voz: Babaya
  • Assessoria em canto: Paola Pangos
  • Colaboração em movimento: Ane Adade
  • Produção executiva: Gabriela Berbert
  • Realização: Súbita Companhia de Teatro