Toda história repete padrões, desejados ou não. Toda história, também é a busca por algo novo, algo que se mostra como único, e assim, depois de tantas voltas no mesmo lugar, uma saída pela tangente. Uma História Só conta a relação de um pai com sua filha e tudo que a paternidade pode proporcionar. “Ninguém está preparado para ser pai, só se é sendo”. Pai e filha habitam uma casa que está na família há muitas gerações. O pai cresceu ali, uma criança em meio as memórias do avô que nunca conhecera, e do seu pai que foi silenciado por um abandono e pela guerra. A filha é matriz que quebra os padrões, é a mudança no corpo feminino após três gerações masculinas. “Quando você nasceu, não veio um manual”. Uma História Só é sobre os buracos de compreensão que todos carregamos no corpo, é sobre imitar os mesmos gestos do pai, sobre ir e nunca mais voltar ou voltar muito tempo depois. Sobre uma casa que abriga quatro gerações de narrativas, que se cruzam, que se mesclam e se distanciam. É sobre aquele momento em que o “não” se transforma em “sim” e o percurso da história tem a possibilidade de se tornar outro. Uma História Só é sobre ser pai, hoje, sobre limites, sobre regras, sobre abandonar repetições e encontrar outro caminho. “Pai, me leva para andar de trem?”.

 

Uma História Só é um trabalho solo de Conde Baltazar com direção de Maíra Lour e estreou em fevereiro de 2019 em Curitiba. A investigação partiu da ideia do corpo como lugar de atravessamento de questões poéticas, políticas e estéticas.

A proposta da encenação se configura num formato teatro italiano (adaptável). O cenário foi criado por Guenia Lemos, a trilha sonora original por Álvaro Antonio, a iluminação por Beto Bruel, o figurino por Val Salles e a produção feita por Michele Menezes. O trabalho contou ainda com a interlocução artística e corporal da bailarina e performer Gladis Tridapalli e a orientação dramatúrgica de Camila Bauer. Uma História Só é uma realização da Súbita Companhia de Teatro dentro do projeto Habitat – 5 solos do estudo do corpo como casa. Os 5 solos fazem parte da Mostra Novos Repertórios, dentro da programação da Mostra Oficial do Festival de Curitiba e são apresentados em sequência no Teatro José Maria Santos dias 29 e 30 de março. O trabalho estreou em 14 de fevereiro de 2019 no Teatro José Maria Santos, em Curitiba, PR. Até o presente momento já foi apresentado no Festival Internacional de Londrina (FILO), nas cidades de Ponta Grossa e Maringá e foram feitas 2 temporadas em Curitiba com grande sucesso de público e crítica.

  •  Festival de Curitiba Oficial – Mostra Novos Repertórios – Teatro José Maria Santos, Curitiba, mar/20
  • Temporada de Repertório, Edital Profice – Alfaiataria, Curitiba, nov/19
  • FILO Londrina – Circulação de Repertório, Teatro Ouro Verde ago/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Maringá, Teatro da UEM, set/19
  • Circulação de Repertório, Edital Profice – Ponta  Grossa, Teatro Ópera, set/19
  • Temporada de Estreia – Teatro José Maria  Santos, Curitiba, fev/2019
  • Dramaturgia e Atuação: Conde Baltazar
  • Direção: Maíra Lour
  • Direção de Produção: Michele Menezes
  • Trilha original e desenho de som: Alvaro Antonio
  • Iluminação: Beto Bruel
  • Operação de luz: Lucri Reggiani
  • Cenário: Guenia Lemos
  • Figurino: Val Salles
  • Interlocução artística: Gladis Tridapalli
  • Orientação dramatúrgica: Camila Bauer
  • Treinamento de voz: Babaya
  • Colaboração Dramaturgica: Ligia Souza Oliveira
  • Produção executiva: Gabriela Berbert
  • Realização: Súbita Companhia de Teatro