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O MEDO DA MORTE DAS COISAS – Vitor Dias 30

O medo da morte das coisas (2024)

“Dito” e “O medo da morte das coisas” são dois solos autoficcionais dirigidos por Nadja Naira, que estrearam em 2024, resultado da pesquisa continuada em encenação e dramaturgia contemporâneas desenvolvida pela companhia, com foco nos estudos do corpo e do movimento. Partindo de textos escritos pelo próprio elenco, as peças partem de pesquisas particulares, mas dialogam entre si tanto pelo processo de criação e cenários compartilhados quanto pelos temas, que percorrem questões vinculadas à memória.

"O medo da morte das coisas" solo de Maíra Lour, marca seu retorno aos palcos como atriz depois de muitos anos à frente da direção dos espetáculos do grupo. A obra investiga a durabilidade e a necessidade de manutenção das coisas e das relações. O solo mostra uma mulher que dança e revela suas memórias em um apartamento antigo que mostra marcas de desgaste do tempo e precisa de cuidados. Ao observar as manchas, o mofo, as rachaduras e vazamentos ela se volta para dentro de si e se confunde com aquele lugar.

A partir de uma escrita autobiográfica, memórias são narradas e dançadas no intuito de compartilhar a temática da iminência da morte e da efervescência da vida. O texto leva o público a se identificar com sua própria história de vida e a se reconectar com estruturas afetivas e também sociais que compõem cada um de nós.

“O medo da morte das coisas” estreou em maio de 2024, no Miniauditório do Teatro Guaíra, em Curitiba/PR. Em 2025, foi vencedor do Troféu Gralha Azul na categoria Melhor Espetáculo, tendo sido indicado também nas categorias Melhor Dramaturgia (Maíra Lour), Melhor Atriz (Maíra Lour), Melhor Direção (Nadja Naira), Melhor Iluminação (Lucri Reggiani) e Melhor Cenário (Gabrielle Windmuller).

O MEDO DA MORTE DAS COISAS – Vitor Dias 117

SINOPSE

"O medo da morte das coisas", de Maíra Lour, fala sobre o tempo, real e subjetivo, das coisas e das relações. A partir de uma escrita autobiográfica, suas memórias são narradas e dançadas no intuito de compartilhar com o público a temática da iminência da morte e da efervescência da vida que coexistem a todo momento. De forma poética e cômica ela habita um apartamento antigo que carrega marcas do tempo e do uso. Ao observar as manchas, o mofo, as rachaduras e vazamentos ela se volta para dentro de si e se confunde com aquele lugar. As lembranças da sua avó e da sua infância se misturam com os desafios da maternidade e das relações afetivas. Este solo é uma dança entre paredes que revela um espaço íntimo e particular de uma mulher, que se expande e traz questões que tocam de certa forma todas as pessoas.

FICHA TÉCNICA

Direção: Nadja Naira
Dramaturgia e atuação: Maíra Lour
Assistência de direção: Dafne Viola
Preparação corporal: Cintia Napoli
Dramaturgismo: Ligia Souza
Direção de produção: Gilmar Kaminski
Produção executiva: Cindy Napoli
Assistência de produção: Dânatha Siqueira
Trilha sonora e desenho de som: Álvaro Antonio
Iluminação: Lucri Reggiani
Operação de luz: Fábia Regina
Cenografia: Gabrielle Windmüller
Cenotecnia: Fernanda Stancik, Leandro Lino e Alec Mattos
Assistência de cenotecnia: Jeff Bononi e Marcelo Salt
Figurinos: Isbella Brasileiro
Costureira: Maria Aparecida Iamo
Artista têxtil: Bia Brasileiro
Preparação vocal: Julia Klüber
Captação de recursos: Meire Abe
Realização: Súbita Companhia de Teatro
Produção: Flutua Produções

Duração

60 minutos

Classificação indicativa

14 anos

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